segunda-feira, 25 de abril de 2016

A PRÁTICA DA SÃ DOUTRINA NA DEFESA DA FÉ E NA COMUNHAO

         


            A palavra nos diz que " ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, que é Jesus Cristo." (1 Co. 3.11). Através da doutrina de Cristo, somos nós edificados (1Co 14.26), chegando ao conhecimento consciente, exato e claro (entendimento completo) do Filho de Deus (Ef 4.13), "para que não sejamos em roda, levados por qualquer vento de doutrina" (Ef 4.14). Certamente ele é o fundamento espiritual do crente, e por meio dele, quem está nEle,  além de firme, está em segura proteção, como está escrito: "o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio, o meu ESCUDO, a força da minha salvação, o meu baluarte" e ainda "só Ele [Deus] é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; NÃO SEREI JAMAIS ABALADO" (Sl 18.2; Sl 62.6).

            Cabe ao homem estar fundamentado em Cristo e cavar profundamente o seu alicerce na doutrina da Palavra, pois verdadeiramente, construído no fundamento da Palavra, que é Jesus Cristo, o homem, casa espiritual de Deus, que não apenas ouve, mas pratica as palavras de Jesus, NÃO SERÁ JAMAIS ABALADO, pois, como está escrito "aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha, e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, QUE NÃO CAIU, porque fora edificada sobre a rocha" (Mt 7. 24-25). O ouvir e o praticar a palavra de Deus, coopera para que o cristão seja santificado por Deus por meio da verdade, que é a Palavra de Deus, pois Jesus nos ensina: "santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade" (Jo 17.17) e desta forma também mediante o aperfeiçoamento da santificação no temor de Deus (2 Co 7.1).

            A Palavra nos ensina, em 1 Pe 3.15 "...santificai  a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder  a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós". É também relevante indagarmos a seguinte questão, Cristo é o Senhor Deus do nosso coração? Que cada um responda a si mesmo com sinceridade, e reflita sobre isso, e caso necessário for, mude a disposição intima de servidão, para servir a Cristo e fazer de coração a vontade de Deus, nosso único Senhor (Ef 6.6).

            Vemos que a santificação de Cristo, toma parte como um imperativo, "santificai", expressando um ordem/conselho do Apóstolo Pedro, tangíveis a uma necessidade , na qual é exigida 'o preparo para responder'. (1 Pe 3.15). O 'preparo' vem através da vivencia da doutrina (ensino) de Jesus Cristo, através do homem em conformação a mesma (1 Tm 6.3), que se dá através da  santificação,  pois fomos eleitos em santificação para a obediencia que obviamente se dá através do apartamento do mal (separação) e da prática  do que é bom (1 Pe 1.2; 1 Pe 3.11) sendo o homem conformado pelas "sãs palavras no Nosso Senhor Jesus Cristo",  (1 Tm 6.3) não se amoldando ao pecado (1 Pe 1.14), mas, como está escrito, "segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também em todo o vosso PROCEDIMENTO" (1 Pe 1.15). Considerando também o ensino holístico da santificação do crente, além de ser através da Palavra (Jo 17.17), é mediante a fé (At 26.18),  também dá-se pelo sangue de Cristo (1 Jo 1.7-9) e pelo 'lavar regenerador e renovador do Espírito Santo' no coração humano, (Tt 3.5; Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1 Co 6.11; 1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13).

 A doutrina que se ergue contra a sã doutrina é também denominada 'outra doutrina', 'outro evangelho' (1 Tm 6.3; Gl 1.6), contra a qual, Paulo exorta, "Apartai-vos dos tais", "Rejeita", "Seja anátema", "...não o recebais...nem tampouco o saudeis" (1 Tm 4.7; 1 Tm 6.5; Gl 1.8,9; 2 Jo 1.10b). O "responder", constitui-se na palavra pregada "a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.2) "com toda longanimidade e doutrina" (2 Tm 4.2), pois através das palavras da fé e da boa doutrina, o "bom ministro de Cristo Jesus" é 'alimentado/criado' (1 Tm 4.6), pois já chegamos o tempo em que não "suportarão a sã doutrina" (2 Tm 4.3). Observa-se, hoje em dia, doutores do engano, que defendem doutrinas em conformidade com o pecado, "segundo as suas próprias cobiças"  desviando os seus ouvidos da verdade que liberta, estregando-se as fábulas (2 Tm 4.3,4;  Jo 8. 31,32) e a doutrina de demônios, pelo abandono da fé, que é a apostasia (1 Tm 4.1).

            A Palavra nos ensina " o que vimos e ouvimos, isto vos anunciamos"  (1 Jo 1.3). Porém, temos o dever de viver a sã doutrina de Deus, ensinando uns aos outros, e isto inclui às crianças. (2 Tm 2.2; Pv 22.6). As crianças também precisam entender, crer e praticar as doutrinas bíblicas, para seu preparo e defesa contra os males que nos cercam, pois elas são o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5.13,14).

            A doutrina alicerça o caráter da criança e suas ações, dando-lhe condições para fazer a vontade de Deus (2 Tm 3.16). Há uma escassez hoje, nas igrejas, com relação ao ensino da doutrina às crianças, o que as torna biblicamente analfabetas, pois a maioria delas foram acostumadas a aprenderem histórias e fatos, sem a aplicação das verdades bíblicas e por isso, temos perdido muitas das nossas crianças. (Os 4.6)

            A doutrina precisa ser ensinadas às crianças com simplicidade, de forma atrativa, de forma lógica e sistemática, de forma específica, de forma prática, de forma esclarecedora e em oração.

            Finalmente, o objetivo do ensino doutrinario, é para que tenhamos comunhão uns com os outros e "com o Pai, e seu Filho, Jesus Cristo" (1 Jo 1.3). Desta forma, "SE ANDARMOS NA LUZ, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros" (1 Jo 1.7), para que através da comunhão, possamos ter 'o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo a mesma coisa" (Fp 2.2), guardando a UNIDADE do Espírito pelo vínculo da paz, em UM SÓ CORPO, em um só Espírito, com um só SENHOR e uma só fé (Ef 4.3-5) e juntamente, perseverando na DOUTRINA e na COMUNHÃO (At 2.42), pois somente assim contruiremos e multiplicaremos uma igreja unida, edificada, que anda no TEMOR do Senhor, pelo auxílio do Espírito Santo. (At 9.31).

             
 Produção Textual: Taty Amaral e Gabriel Silva

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