quinta-feira, 17 de março de 2016

FAZENDO DISCÍPULOS NO MINISTÉRIO COM CRIANÇAS




A Palavra de Deus nos ordena a ensinar as crianças.

As crianças de hoje serão os pais de amanhã e os líderes da igreja deste século. Precisamos estar preparados para ensinar as crianças de um modo que agrade a Deus.

Alguém diz que é muito melhor “construir” uma criança corretamente do que “reformar” um adulto mais tarde.

Nosso desejo deve ser que as crianças aceitem a Jesus como Salvador e Senhor e cresçam nEle, dando fruto que as levem a ensinar outros. 

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. (2 Timóteo 2.2)

A Bíblia dá aos pais a responsabilidade de ensinar aos filhos (Deuteronômio 6.4-9; Salmo 78). A Igreja tem de ajudar nesta tarefa treinando os pais no que fazer e no como fazê-lo. 

A revelação de Deus exige uma resposta pessoal de cada um dos Seus filhos. O que a Escrituras nos mandam fazer em nosso ministério com crianças?

Mateus 28.19,20: o imperativo nessa passagem é claro: “Fazei discípulos”. Quando formos, temos de ensinar a Palavra de Deus a todas as pessoas – inclusive às crianças. As implicações contidas neste texto são (a) evangelizar (falar do evangelho a todas as pessoas) e (b) discipular (ajudar cada crente a crescer em Cristo para ser um fazedor de discípulos). Isto pode ser eficiente om crianças se estas forem educadas da maneira correta.

Deuteronômio 6.4-9: Moisés ordenou os pais (a) a ensinar a Palavra de Deus diligentemente aos filhos, (b) de modo muito casual e natural, (c) usando o estilo de vida deles como método principal. Esta conversação orientada ajudará a educar cada criança como também a apresentar um modelo de vida adulta santo.

Provérbios 22.6: Este provérbio dá-nos breve introspecção sobre como ensinar crianças. Os professores de crianças têm de desejar (a) “instruir” – criar gosto ou desejo na criança pelas coisas de Deus; (b) “no caminho” – conforme o passo dela. A instrução deve levar em conta a individualidade e o desenvolvimento mental e físico da criança; (c) Ela “não se desviará” – se a criança for educada corretamente nas coisas de Deus, o desejo dela será manter-se firme no que aprendeu. Uma versão ampliada deste provérbio seria: “Dedique-se ao Senhor e crie na criança o gosto pelas coisas do Senhor, de acordo com a faixa etária dela; e mesmo quando ela ficar adulta não se afastará do treinamento espiritual que recebeu”.

Atos 2.41-47: Este é um relato resumido sobre a descida do espírito Santo e o início da Igreja. Podemos ver os resultados do Pentecostes atuantes em quatro fatores principais na vida daquela comunidade neotestamentária: (a) Adoração – os crentes oravam, partiam o pão, cantavam e adoravam juntos ao Senhor. (b) Instrução – os crentes dedicavam-se ao ensino dos apóstolos. (c) Comunhão – os crentes tinham comunhão uns com os outros com a finalidade de disseminar a Mensagem do Evangelho. (d) Expressão – os crentes se expressavam ao Corpo de Cristo mediante edificação e encorajamento, e ao mundo, através do evangelismo. Estes quatro ingredientes devem estar incluídos no ministério com crianças.

Efésios 4.11-16; 1 Coríntios 12; Romanos 12: Estas três referências revelam métodos de Deus implementar o ministério com crianças – pelos dons do Espírito Santo.

Em Efésios 4.11-16, aprendemos que Jesus deu à Igreja aqueles que ensinam, evangelizam e pastoreiam. Ele os concedeu com o propósito de dar unidade aos crentes, maturidade ao corpo e conformidade a Ele.  Estes líderes equipam os santos para fazer a obra do ministério – inclusive o ensino às crianças em casa, na igreja e na escola!

1 Coríntios 12 e Romanos 12, mostram-nos que não é suficiente buscar e achar perdidos. Eles devem ser cuidados, alimentados e guiados para se tornarem cristãos maduros. Onde obtemos os recursos? Estas duas passagens concedem-nos as respostas. O Espírito Santo capacita o povo de Deus a ministrar – ajudar os crentes a se desenvolver segundo a semelhança de Cristo.

2 Timóteo 2.2: Paulo descreve o ministério da multiplicação que tem de acontecer ao longo de toda geração para que a fé cristã seja ensinada até que Jesus venha. Os líderes cristãos precisam equipar os professores e pais em cada faceta do ministério com crianças, de forma que o ensino correto aconteça ao nível de cada aluno. Assim, o ciclo de evangelismo estará completo – agora o discípulo tornar-se fazedor de discípulo.

Para que isso aconteça, é importante que as diretivas bíblicas mencionadas descrevem dois focos como (1) evangelismo – alcançar as crianças, levá-las a um compromisso com Jesus Cristo como Salvador e Senhor; e (2) discipulado – levá-las a crescer na Palavra de Deus e equipá-las para compartilhar a fé.

Fazer discípulos no ministério com crianças inclui as seguintes diretrizes:

Amor e aceitação. As crianças precisam ver o amor incondicional de Deus exemplificado por líderes, professores e pais que denotem cuidado e incentivo. Um ambiente de amor e aceitação estabelece clima para o ensino.

Construção de relacionamentos. As crianças aprendem verdades bíblicas e teológicas no contexto de relacionamento entre professor e aluno. Relacionamentos de significados podem ser cultivados quando a relação professor/aluno é estreita.

Envolvimento ativo. As crianças aprendem melhor fazendo – usando todos os cinco sentidos. Aprender requer o envolvimento ativo na lição. As crianças envolvidas em fazer suas próprias descobertas experimentam maior retenção. A participação conduz a mudança de atitude que, por sua vez, motivam os alunos aplicar a Bíblia em suas vidas.

Aplicação na vida. É essencial aos professores e pais que ensinem visando a aplicação dos ensinos na vida das crianças. Tiago 1.22 diz: “Sede cumpridores da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos”. Através da conversa dirigida e do envolvimento ativo no processo de aprendizagem, a Palavra de Deus pode ser colocada em ação na vida de nossas crianças.

Conversa dirigida. A conversa dirigida é informal, mas o diálogo planejado pode ocorrer durante as atividades de aprendizagem, adoração ou a qualquer hora. Este método transmite atitudes junto com o conteúdo bíblico.

Escolhas.  Permitir que as crianças escolham as atividades ajuda-as a pensar com independência, a ter motivação e a se interessar por aquela atividade de aprendizagem. Quando todas as atividades da sala de aula apontam para o mesmo alvo da Palavra de Deus, a criança pode escolher alguma atividade e ainda aprender o conteúdo bíblico, as atitudes corretas e a aplicação para a vida diária. Nem todas as crianças aprendem de uma mesma maneira. Algumas apreciam o desafio de uma procura no dicionário em preparação para a lição. Outras gostam das atividades manuais. Outras ainda dão-se bem usando um jogo da memória da Bíblia para aprender o versículo para a lição. Oferecer opções permite que as crianças tenham a liberdade de aprender.

Ensino da sessão total. Do minuto em que a primeira criança entra na sala de aula até que a última saia, tudo o que for ensinado e experimentado deve apontar para os objetivos da lição da Palavra de Deus. A música, os trabalhos manuais, o versículo para memorizar, a história, as atividades e a conversa dirigida devem todos apontar para esses objetivos declarados na lição. Com crianças, em particular as mais pequenas, precisamos ensinar um conceito e ensiná-lo bem. Esta abordagem de conteúdo único capacita as crianças a assimilar uma verdade da Bíblia e aplicá-la em suas vidas durante a semana.

Grupos grandes e pequenos. O ministério com crianças normalmente tem falta de obreiros. Por conseguinte, as classes são grandes e o pessoal pedagógico pequeno. A relação de professor par alunos deve ser 1:5-6, até crianças de cinco anos, e 1:8-10 nas classes de crianças mais velhas. Grupos grandes são adequados para atuações bíblicas, momentos de adoração, brincadeiras, etc. Grupos pequenos são apropriados para contar histórias bíblicas, aprender atividades e desenvolver aqueles decisivos relacionamentos entre professor e aluno.

Lições divididas em unidades. Cada lição ensinada às crianças deve ser parte de um gruo maior de lições chamadas unidade. Todas essas lições focalizam-se em um tema ou objetivo da Palavra de Deus. É importante que as lições sejam agrupadas em unidades, porque assim as crianças aprendem melhor tendo um tema ensinado por muitos métodos diferentes.

O processo do ensino-aprendizagem. Entender como as crianças aprendem determina nosso ministério de ensino. Elas aprendem por experiências diretas, envolvimento ativo e descoberta pessoal. Nas 125 situações de ensino registradas no ministério de Jesus, em mais de dois terços das vezes o aluno fazia uma pergunta em resposta ao que Jesus fizera ou dissera. O Mestre em ensinar sabia que, seu propósito era ensinar, as palavras tinham de ir junto com as ações. Ele pedia aos alunos, aos discípulos e aos outros para serem participantes ativos no processo de aprendizagem. Para Jesus, a aprendizagem era um processo de construção e não somente de transmissão.

Nosso trabalho com crianças deve ser estabelecido para satisfazer suas necessidades e alcançar as metas bíblicas.

Seu ministério com crianças pode ser desafiador e recompensador à medida que você observar as crianças tornarem-se mais semelhantes ao Senhor Jesus Cristo. Ensinar crianças é estrênuo, sobretudo depois de um culto prolongado, mas vê-las envolvidas com a Palavra de Deus é empolgante.

Lembra-se da história de nosso Senhor Jesus Cristo em João 13? Ele deitou água na bacia, apanhou uma toalha e lavou os pés dos discípulos. Exemplificou aos doze o serviço humilde – mesmo para aquele que estava a ponto de traí-lo! Ele deu aos discípulos esta lição prática e depois fez uma pergunta: “Entendeis o que vos tenho feito?” (João 13.12). A verdade da passagem encontra-se nos vv. 14 e 15: “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis lavar os és uns dos outros. Porque eu vou dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”.

Como professores ou pais, temos de levar a sério nossa suprema chamada. As crianças de hoje serão os líderes de amanhã. Elas basearão suas vidas e decisões na Bíblia Sagrada? Que Deus nos ajude a estarmos comprometidos com a sua grande obra à mão – o ministério com as crianças do Senhor!


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